Rua Ezequiel Freire n° 35 - 3° andar, Conj. 33


Santana - São Paulo - SP


Cep: 02034-000


(11) 5051-7156

Comércio em moeda local entre Brasil e Argentina recua
Sáb, 04 de Outubro de 2014 09:00

Comércio em moeda local entre Brasil e Argentina recuaA crise cambial pela qual passa a Argentina afetaria menos os exportadores brasileiros se o comércio entre os dois países usasse de forma mais ampla o mecanismo de transações em moeda local, iniciado em 2008.

A alternativa, presente nos discursos presidenciais brasileiros e argentinos nos últimos anos, sempre aparece como uma meta a ser perseguida. Na prática, porém, o volume de comércio em reais e pesos recuou neste ano pela primeira vez, diante da resistência do Banco Central brasileiro em acumular divisas do país vizinho.

De janeiro a agosto deste ano, um total de R$ 1,47 bilhão foi exportado pelo Brasil em moeda local. O número é 9% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com dados consolidados pelo Banco Central.

O tombo não causa preocupação em Brasília, apesar das promessas recentes da presidente Dilma Rousseff de incentivar a ferramenta para auxiliar os argentinos a manter as compras de produtos nacionais, mesmo diante da escassez de dólares.

Na avaliação do Banco Central, aceitar a entrada de pesos em quantidade reduziria a qualidade das reservas brasileiras. Apesar de ainda robustas, em um momento de crise financeira internacional, o Banco Central prefere não arriscar.

Fontes ouvidas pelo Estado confirmam que essa alternativa dificilmente avançará, especialmente este ano. Procurado pela reportagem, o Banco Central não se pronunciou oficialmente.

"O quadro na Argentina é bastante grave, e nós sugerimos trabalhar com moeda local", afirma Alberto Alzueta, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Argentina. "Mas já ouvi conversas de que não tem sentido o Brasil ficar com um superávit de pesos. Muito simples, usa os pesos para comprar produtos argentinos."

Restrição

Com menos dólares, o governo de Buenos Aires passou a ser mais seletivo na concessão de DJAIs, documentos por meio dos quais os importadores argentinos pedem autorização para comprar produtos de fora. Como revelado pelo Estado, as permissões se concentram em medicamentos e petróleo e gás, que consomem cerca de US$ 15 bilhões anuais.

A Argentina vive um período de grave crise cambial após diversas medidas adotadas pelo governo de Cristina Kirchner para limitar importações. O caso chegou ao ápice depois que a Justiça americana determinou o pagamento integral de títulos da dívida argentina a um grupo de credores que acionou o governo vizinho.

Fonte: Centro de Pesquisas Intercorp - Estadão Conteúdo

 

INTERCORP Consultores Associados - Todos os direitos reservados

Os relatórios de análise têm como único propósito fornecer informações e não constitui ou deve ser interpretado como uma oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro ou de participação em qualquer estratégia de negócios específica, qualquer que seja a jurisdição

Criação de Sites - ATESCO